Lost one more time

"They were not supposed to leave"
Para quem não estava agüentando mais, contando os dias, roendo as unhas, fazendo simpatias e com insônia - e até para quem não estava – Lost voltou pela 5ª vez. Pelo menos nos EUA, pois no Brasil ainda está sem data prevista para o primeiro capítulo. Nós, brazucas, iremos roer mais um pouquinho de nossos dedos - pois as unhas já se foram há muito tempo – e iremos redecorar pela quadricentésima milésima vez a grade de programação da TV fechada. Haja olheira!
Existem também as pessoas que irão falar “Naaaa! Lost está uma porcaria”. Não posso culpá-las, pois a últimas temporadas de Lost deixaram mais dúvidas que respostas para os fãs e espectadores esporádicos, frustrando alguns e fazendo com que outros – os que já não entendiam a série muito bem e a acham complicada – deixassem totalmente de lado a Lost Mania – problema pelo qual a última temporada de Heroes vem confrontando, por um motivo distinto (hora de rasgar o roteiro atual).
Mas não temam, trago em primeira (segunda?) mão notícias da fresquíssima (lá ele) 5ª temporada. Primeiro posso começar contando que os produtores da série prometeram e cumpriram: eles começaram a temporada respondendo muitas perguntas e tirando – ao meu ver – a principal dúvida, que é: “Mas o que p*$$@ rola nessa ilha finalmente”. Viagem espaço-temporal, oras! Parece um assunto meio piegas, mas não é tão simples assim em Lost. Não existe uma máquina, ou algo do gênero e, como nas séries de J. J. Abrams – vide Fringe – as teorias científicas ganham um ar naturalista, comum, como se ocorresse no quintal de qualquer um, quase palpáveis. Mas de uma maneira bacana, claro!
A temporada se inicia de maneira clara, mostrando a fonte de energia da ilha, principal fonte de estudo da Iniciativa Dharma e responsável pela manipulação espacial-temporal (mover a ilha, etc). Desenvolve a idéia de que a Dharma descobriu um mecanismo capaz de liberar a energia da ilha e que não foi construído pelos cientistas. Mostra, por final, personagens que já participaram de eventos passados na ilha (surpresa), o que me faz imaginar porque alguns deles “não envelhecem” aparentemente. Esse 5º Lost também situa o espectador melhor no tempo entre as cenas passadas e futuras que, apesar de já ser um tanto claro o aviso, através de um corte seguido de um som surdo com bastante suspense, ficou confuso na última temporada. Respondem outras questões menores também, como a suposta morte de John Locke e porque os famosos Oceanic Six não deveriam ter deixado a ilha. They were not supposed to leave!
Aos Lost-Maníacos nem preciso dizer “assista”, mas devo dizer aos que deixaram Lost de lado. Hora de correr atrás das temporadas anteriores, a 5ª está assaz! Nada acontece por acaso!
eu vi dagoba… ha-ha-ha-ha-ha-ha!
domingo, 15/fevereiro/2009 às 13:36